Yanomamis estão jogados à própria sorte


O governo federal tem se mostrado indiferente ao problema enfrentado pelos índios Yanomamis de Roraima que estão sem assistência à saúde devido ao atraso no repasse de recursos pelo Ministério da Saúde para as entidades prestadoras de serviço. Por isso, os indígenas voltaram a ocupar a sede da Funasa e se reuniram nesta quinta-feira, 24, com seus técnicos no auditório do órgão federal, em Boa Vista. Querem uma solução imediata para a questão.

Somente à prestadora de serviço IBDS a Funasa está devendo nada menos que R$ 480 mil. Por isso os últimos dois funcionários serão retirados da área yanomami. Eles estão há quatro meses sem receber salário. A Fubra (Fundação Universidade de Brasília) já retirou o seu pessoal de lá devido à falta de condições de trabalho. Não tem nem mesmo rádio para comunicação. Hoje foi registrado o óbito de um recém-nascido por falta de assistência.

Carlos Zacquini, representante da Diocese de Roraima no Conselho do Distrito Sanitário Yanomami disse que, há dias que as prestadoras de serviço de saúde estão retirando o seu pessoal da área. Já existem cinco postos de saúde fechados, sem ninguém para prestar assistência. Um deles já foi dominado por garimpeiros. É a continuação da busca pela riqueza mineral que aquela região do país guarda. Por isso tanta cobiça sobre ela.

“O que está acontecendo na área Yanomami configura descaso e incompetência do Ministério da Saúde”, critica Zacquini. A área indígena Yanomami é, como todos sabem, bastante suscetível a doenças como malária, principalmente por conta da ação ilegal de garimpeiros. Essa situação na falta de assistência à saúde indígena na região já se arrasta há meses, sem que o governo federal resolva o problema, através do Ministério da Saúde. O tempo passa e a questão indígena em Roraima só piora.

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