Sobre a coerência e a falta dela

Coerência. Essa é uma das principais palavras que uso no meu vocabulário. Como todo ser humano, já cometi muitos erros na vida, mas nunca abri mão da minha coerência, no que tange às minhas convicções políticas, religiosas, afetivas etc. Dignidade é uma coisa que a mim me é muito cara.
A falta de coerência pode levar qualquer homem à desmoralziação total. Mudar de opinião, de cores partidárias, no caso dos políticos ou dos seus assessores, de time de futebol como quem muda de roupa é algo que faz com que qualquer sujeito perca a credibilidade. Dizer algo hoje e amanhã passar a defender o oposto completo do que se dizia até então é o que se pode chamar de fim da linha para qualquer indivíduo. Pelo menos do ponto de vista moral.
O silêncio. Pessoas que mudam suas convicções por dinheiro ou qualquer tipo de benesse geralmente tendem a ficar em silêncio, quando são criticadas. Quando têm seus delizes explicitados. Principalmente quando, ao longo do caminho, se deixou marcas indeléveis do que se pensave sobre alguém ou do que se dizia sobre esse alguém num passado não muito distante. E tome desmoralização pública.
Mas há quem não se incomode com o achincalhe público, com a galhofa, com a humilhação. Há os que já não estão nem aí para o que se convencionou chamar de dignidade, hombridade, escrúpulo… Há quem aceite a tese de que todos esses são valores ultrapassados que o dinheiro, o capitalismo, a ganância política são capazes de comprar. Faz-se ouvidos moucos as críticas, ao linchamento público. Baixa-se a cabeça ou finge-se uma altivez que não se tem e segue-se em frente. Há quem demonstre uma capacidade surpreendente para agir assim.

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