Sobre ser jornalista



Uma colega de profissão me abordou esses dias para me fazer uma crítica. Disse que eu “peguei pesado” no artigo que escrevi no Roraima Hoje sob o título “Brucutus no Poder”. O texto trata de uma briga de egos envolvendo a diretora do Departamento de Educação Física da Secretaria de Estado de Educação, Joicivânia Sousa Cruz, e o secretário de Justiça e Cidadania, coronel Santos Rosa. Juntos os dois quase impediram uma repórter da Folha de Boa Vista de realizar uma matéria sobre o projeto “Pintando a Liberdade”, patrocinado pelo Ministério dos Esportes. O projeto consiste na confecção de material esportivo (bolas de futebol) por detentos da Penitenciária Agrícola do Monte Cristo sob a condição de redução de pena na proporção de um dia para cada três trabalhados. A colega em questão, cujo nome vou manter anônimo neste post, disse que da forma como eu escrevo, estou me queimando à toa. Afirmou que sou muito incisivo nos meus textos. Eu digo, jornalista que escreve com medo, temendo “se queimar” deve abandonar a profissão e ir fazer tricô, corte e costura, culinária, curso de massagem etc., etc. Não acredito em jornalismo comportado, que não incomoda. Compactuo com o pensamento do jornalista Ricardo Noblat, de que o “jornalismo serve para satisfazer os aflitos e afligir os satisfeitos”. A única coisa que não se pode fazer é distorcer os fatos. Mas, tecer críticas severas até, se for necessário, é um dever de ofício do jornalista. O profissional de jornalismo é, acima de tudo, um observador crítico da sociedade, um contador de histórias verdadeiras que deve ter um maior poder de análise que o leitor comum. Não dá pra fazer um jornalismo útil ao leitor, à sociedade em que se esteja inserido usando de meias palavras. Ou se diz ou não se diz. E tenho dito.

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