Indignação e revolta entre policiais








Policial protesta com filho nos braços: “é por ele que eu luto”
Tão logo foi anunciado o fim dos trabalhos da Comissão Externa Especial sem que os projetos de aumento da GRV e da GI fossem votadas, houve uma explosão de protestos partidos de policiais presentes na galeria. Eles estavam lá desde as 9h00 quando as discussões foram iniciadas e interrompidas para serem retomadas à tarde.

A maior demonstração de indignação partiu do policial Júlio César, que ergueu seu filho de três anos ao ombro e gritou para os deputados que há três dias estava acompanhado o trabalho dos deputados para dar uma vida melhor à criança. “É por ele (mostrou o menino) que eu estou aqui há três dias, seus covardes”, desabafou. Cleiterson é perito papiloscopista.

O também policial Cleiterson Correia Gadelha não conteve as lágrimas. “Estamos há mais de um ano nessa briga pela melhoria da nossa gratificação. Estou chorando de indignação. O que esses deputados fizeram conosco é uma falta de hombridade. Nós estamos lutando por melhoria de condições para as nossas famílias”, disse.

Para o presidente do Sindicato dos Policiais Civis, Volney Amajari, a atitude dos deputados de situação foi antidemocrática. “Esvaziar o plenário depois de 16 deputados terem assinado as emendas foi uma covardia”, afirmou. Os policiais dizem que vão continuar com a mobilização. Eles marcaram uma reunião para o próximo domingo para decidir de que forma vão agir. No meio policial é cogitada a possibilidade de greve.

Para conseguir o apoio da bancada de situação, o relator do projeto da gratificação dos policiais civis, deputados deputado Raul Lima (PMDB), modificou a sua proposta. Ele apresentou três emendas ao projeto do governo. Uma delas propunha que a GRV dos delegados, médico e peritos fosse de 40% sobre o salário base e a dos agentes de polícia, agentes carcerários, peritos papiloscopistas e demais policiais com cargos de nível médio fosse de 70$ sobre o seu salário base, que passou a ter o valor de R$ 644,00.Isso representaria o dispêndio de mais R$ 1 milhão anual pelo governo para o pagamento do benefício. Já a gratificação por interiorização o parlamentar propôs que fosse de 15% para policiais deslocados para cidades distantes até R$ 100 quilômetros e de 35% para localidades acima de 100 quilômetros. Dezesseis deputados concordaram com a proposta e assinaram as emendas. Entre eles catorze de situação.

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