A situação social em Roraima continua a se deteriorar devido a imigração

Um novo episódio de violência envolvendo um imigrante venezuelano culminou em mais uma tragédia que resultou em duas mortes, a do nacional Manoel Siqueira de Souza e a do estrangeiro Jose Gonzalez. Um acontecimento aparentemente banal, como o roubo a um supermercado de Boa Vista, que culminou uma tragédia em dose dupla, serviu para mostrar que a situação decorrente da imigração descontrolada ainda não está sob controle. Muito longe disso.

Depois dos acontecimentos de Pacaraima, de 18 de agosto, o Governo Federal enviou algum reforço da Força Nacional de Segurança, anunciou a criação de novos abrigos e acelerou um pouco mais o processo de interiorização. No entanto, as ações esboçadas até aqui ainda se mostram insuficientes para contornar o estado de caos social a que chegamos. Roraima está mergulhada num clima de insegurança e instabilidade que preocupa a todos nós.

Faz alguns dias que a prefeita Teresa Surita (MDB) – aqui e ali culpada por adversários políticos pela chegada em massa de venezuelanos a Roraima, dadas as benesses que sinalizou que ofereceria para os imigrantes – alertou para o fato de que se a União não adotar medidas de impacto para conter os efeitos da crise imigratória, Boa Vista mergulharia no caos. Ao que parece, a situação de descontrole já se instalou.

A sociedade local está impaciente em relação à participação dos imigrantes em crimes, sejam grandes ou pequenos delitos. Esse sentimento de impaciência é decorrente da constatação, baseada em números das forças de segurança, de que aumentou consideravelmente a participação dos estrangeiros em atos de violência, seja a prática de roubos e assaltos até homicídios com requintes de crueldade.

O episódio de quinta-feira (6), quando tombaram mortos um brasileiro e um imigrante, em decorrência da tentativa de evitar um roubo praticado por três estrangeiros a um supermercado, trouxe o acirramento de ânimos também para Boa Vista. Neste sábado (8), moradores da capital roraimense protagonizaram uma manifestação que, embora menos intensa que aquela registrada em Pacaraima no dia 18 de agosto, deixa claro que a convivência entre venezuelanos e brasileiros está ficando insustentável.

No protesto deste sábado, os boavistenses pediram a expulsão dos imigrantes e o fechamento da fronteira. Isso depois de moradores do bairro Jardim Floresta fazerem justiça com as próprias mãos e matarem a pauladas o venezuelano José Gonzalez, acusado da morte do pintor Manoel Siqueira de Souza. A intolerância é o maior sintoma da deterioriação social para a qual caminhamos ou somos empurrados pela inércia ou ação titubeante do Governo Federal.

De nada adianta o Palácio do Planalto se recuar a fechar a fronteira sob a alegação de que o Brasil precisa dar lição de solidariedade e cumprir os acordos internacionais dos quais é signatário se, ao permitir a entrada dos imigrantes aos montes, os deixa viver à mingua nas ruas, amontoados em calçadas e terrenos baldios feito bichos. A política de criação de abrigos e o envio pífio de venezuelanos para outros estados já se mostraram ações insuficientes. É preciso mais.

O drama social e humanitário que vivemos aqui na fronteira requer ações mais arrojadas e eficazes. Até aqui o governo brasileiro tem se mostrado incompetente e pouco criativo para pensar em ações que reduzam o clima de animosidade, aumentem a sensação de segurança e bem-estar para os nacionais e resulte em melhorias significativas para os imigrantes. O presidente Michel Temer considera estar dando a resposta esperada. Pensa estar fazendo muito. Nós, aqui, sabemos que a resposta da União tem resultado em pouco efeito prático.

Enquanto isso, o tempo passa, a insatisfação cresce e  o sentimento de repulsa aos imigrantes só aumenta em grande parcela da sociedade local. A continuar assim, daqui há pouco corremos o risco de mergulharmos num estado de barbárie como jamais visto.

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