Assembleia inicia ano legislativo nesta terça. O que podemos esperar?

Está prevista para acontecer nesta terça-feira (20) a abertura dos trabalhos de 2018 da Assembleia Legislativa de Roraima. Diante dos últimos acontecimentos, fica a expectativa sobre como será a solenidade, se terá ou não a presença da governadora Suely Campos (Progressistas) que, ressabiada com a possibilidade de se tornar alvo de um processo de impeachment, recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) requerendo a inconstitucionalidade das normais estaduais que tratam sobre o afastamento do governador.

Todos sabem que o clima entre Suely e Jalser não é dos melhores há muito tempo. E piorou muito depois da ainda mal explicada história do cheque de R$ 500 mil encontrado na Vice-Governadoria, cujo valor seria o pagamento pela “compra” da renúncia do ex-vice-governador Paulo César Quartiero. Jalser foi acusado explicitamente pelo governo, por meio da secretária de Segurança Pública, Giuliana Castro, de ter entrado em conluio com Quartiero para que este renunciasse de modo a facilitar o processo de impeachment de modo que o presidente da Assembleia Legislativa pudesse vir a assumir o governo num eventual afastamento de Suely.

É quase certo que a polêmica em torno do cheque reacenda quando começarem os trabalhos no Poder Legislativo Estadual. Ainda não se tem a confirmação se a governadora Suely Campos estará presente na solenidade de abertura do Ano Legislativo, amanhã. Mas, caso ela compareça para ler a Mensagem do Executivo, não será surpresa se ficar um “climão” entre ela e Jalser. A caça e o caçador estarão frente a frente. Jalser chegou a afirmar numa emissora de rádio local ligada a Jucá que iria colocar para andar os pedidos de impeachment contra a governadora que dormitam nas gavetas da Assembleia desde o ano passado.

No entanto, o presidente da Assembleia Legislativa passou a ser alvo de uma denúncia feita pela deputada federal Shéridan Oliveira, que se disse ameaçada por mensagens enviadas via WhatsApp um dia depois da reunião dos políticos locais com o presidente da República, Michel Temer. Amedrontada, Shéridan passou a ser escoltada por seguranças da Câmara dos Deputados. Jalser, de sua parte, nega que tenha ameaçado a parlamentar, e diz que ela quis apenas criar um factoide político. Ainda sobre Jalser pesa o papelão, gravado em vídeo, de ele mandando retirar a placa com o nome da prefeita Teresa Surita do lado da do presidente Temer.

No mais, estamos em ano eleitoral e Jalser tem em Teresa e Suely suas concorrentes diretas pelo cargo que ele tanto almeja: o de governador do estado. Suely, mesmo com sua popularidade beirando o zero, pensa em concorrer à reeleição. Lideranças do seu grupo político acreditam que ela tem chance de reeleição. Eu acho improvável. No outro extremo, Teresa surge como uma liderança inconteste e o nome imbatível nas pesquisas de intenção de voto feitas para consumo interno. Correndo na raia do meio, Jalser força do jeito que pode a ideia de que seu nome pode e deve ser considerado para uma possível candidatura ao Palácio Senador Hélio Campos.

Esse ano, regado a eleições e Copa do Mundo, já seria um ano atípico por si só. Mas, aqui nesta terra macuxi, ele promete ser um daqueles anos onde coisas surreais podem acontecer. A conferir.

Comente com o Facebook

Leave a Reply

Optimization WordPress Plugins & Solutions by W3 EDGE

Assine nossa Newsletter

Assine nossa Newsletter para receber as últimas notícias e atualizações feitas por nossa equipe!

Sua inscrição foi feita com sucesso!