Boa Vista Energia é arrematada por empresa de Manaus

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A Boa Vista Energia foi arrematada, no início da tarde desta quinta-feira (30), pela Oliveira Energia. A compra aconteceu no leilão das distribuidoras da Eletrobras, realizado na Bolsa de Valores de São Paulo.

A proposta vencedora previu um índice combinado de flexibilização tarifária e outorga de zero. O indicador representa o abatimento proposto pela empresa no reajuste tarifário previsto para a distribuidora após a privatização.

A empresa vencedora, Oliveira Energia, tem  sede em Manaus e opera cerca de quarenta usinas termoelétricas inclusive as que abastecem Roraima durante os constantes apagões de energia

A Boa Vista Energia e mais duas usinas, nos estados de Rondônia e Acre foram leiloadas nesta tarde, como já noticiado pelo Blog do Luiz Valério.

O governo defende a privatização das distribuidoras como alternativa para melhorar a prestação de serviço. Também faz parte da estratégia do governo privatizar a Eletrobrás.

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NOTA DO EDITOR

Quando eu ocupava o o cargo de Editor do BNC Roraima, escrevi, em fevereiro de 2017, junto com o repórter José Carlos Magno, a matéria que segue abaixo, mostrando as ligações da Oliveira Energia com o senador Romero Jucá.

O texto deixa clara a influência de Jucá na contratação milionária da ex-empresa revendedora de motores de barco que se transformou numa grande fornecedora de energia gerada a diesel e que agora é dona da Boa Vista Energia, comprada por apenas R$ 50 mil.

Eletrobras Roraima vai gastar R$ 100 milhões com termelétricas privadas

Oliveira Energia

O senador Romero Jucá quem articulou a engtrada da Oliveira Energia no mercado roraimense

As quedas e eventuais interrompimentos de energia elétrica já fazem parte do cotidiano dos roraimenses e resultam em prejuízos. Dizia-se que com a implantação das termoelétricas no estado, esse problema estaria resolvido. Não foi. De acordo com a Eletrobras Distribuição Roraima, a maior parte da energia que abastece Roraima é proveniente da interligação com complexo hidrelétrico venezuelano de Guri e Macaguá, que fornece ao estado até 130 MW por dia.

A empresa distribuidora entra diariamente com a geração 50 megawatts. No dia 1º de janeiro deste ano, a Eletrobras assumiu também o fornecimento de energia para o interior do estado.

Para 2017 está previsto um investimento de R$ 100 milhões na locação e manutenção dos parques térmicos, que foram dotados de novas unidades geradoras num total de 18.

Esses novos geradores estão sendo instalados nas localidades de Uiramutã, município situado no nordeste do estado, Boca da Mata, Napoleão, Surumú, Amajarí, Normandia, Tepequém e Santa Maria do Boiaçu, no sul de Roraima. A previsão é que até o dia 7 de março todos os novos geradores térmicos estejam funcionando, segundo a Eletrobras.

Mesmo demandando apenas 50 megawatts por dia, o parque térmico que abastece Roraima tem capacidade máxima de geração de até 200 megawatts. E vai ter seu poder de produção ampliado para 230 megawatts, tão logo todos os novos grupos geradores estejam em operação, conforme disse ao BNC Roraima Anselmo Santana Brasil, diretor presidente da Eletrobras Distribuição.

De acordo com Santana, se a Venezuela deixasse de fornecer energia para o estado, a empresa daria conta da demanda, apesar dos apagões que ainda acontecem por todo o interior.

Os geradores termelétricos que abastecem o Estado de Roraima de energia são administrados por apenas duas empresas. A Soenergy – Sistemas Internacionais de Energia S/A cuida de apenas um parque térmico. O BNC Roraima constatou que as informações sobre seu capital social não constam no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) da Receita Federal. A empresa é constituída por dois sócios: Brett David Hall e Carlos Alberto Rosero Riascos.

Já a termelétrica a Oliveira Energia Geração e Serviços LTDA, com sede em Manaus, é responsável por todos os demais parques térmicos. Seu capital social de R$ 135 milhões, conforme os dados da Receita. Oito pessoas têm sociedade na empresa. São elas: Orsine Rufino de Oliveira, Juliana Guimarães de Oliveira, João Gabriel Machado de Oliveira, Lucas de Jesus Machado de oliveira, Thiago Jose Machado de Oliveira e a Oro Participações LTDA, que também é administrada por Orsine Rufino de Oliveira.

Na última sexta-feira (3), o senador Romero Jucá (PMDB) fez uma visita aos novos geradores da usina termelétrica Oliveira, localizada na região de Monte Cristo. Ele foi conhecer 18 grupos geradores de energia adquiridos pelas empresas que operam o sistema de termelétricas no estado. Conforme sua assessoria de Comunicação, foi Jucá que articulou junto ao Governo Federal os recursos para a locação dos equipamentos. Os sucessivos diretores da Eletrobras Roraima têm sido indicação política de Romero Jucá.

Anselmo Brasil informou ao BNC Roraima que o montante de R$ 100 milhões que devem ser investidos na locação e manutenção dos parques térmicos estão divididos em 18 contratos, cujo objeto vão desde a locação dos grupos geradores até a contratação de empresa de podagem de árvores e eletricistas.

Oitenta por cento da geração de energia produzida pelos parques térmicos são destinados ao interior do estado, mais precisamente aos municípios e comunidades indígenas (60 no total) da região norte de Roraima.

Sul de Roraima vai ganhar sistema hibrido de geração de energia

Os municípios da região sul do estado são atendidos pela energia que parte de Boa Vista. Segundo o diretor da Eletrobrás Roraima, as constantes interrupções no fornecimento de energia nos municípios e comunidades rurais daquela região são decorrentes do estado precário das linhas de transmissão e que, por isso, se rompem com facilidade. No último domingo, o rompimento de um cabo de 69kv, depois de Mucajaí, deixou os municípios de Caroebe e Baliza sem energia por cerca de 15 horas.

A saída para resolver o problema da inconstância no fornecimento de energia, nesse caso, seria conectar Roraima ao Sistema Interligado Nacional (SIN) por meio do linhão de Tucuruí, cujas obras andam a passos lentos ou nem andam. Essa medida traria mais confiabilidade, comodidade e independência de fontes estrangeiras de energia.

O oneroso atraso na obra a princípio por questões de ordem ambiental e judicial, tem feito com que o projeto até agora não saia do papel. Esses atrasos vêm prolongando a instabilidade e aumentando os gastos com a geração de energia térmica.  Afinal, só este ano serão gastos R$ 100 milhões na geração e distribuição de energia para o interior.

A Eletronorte diz que está previsto para que, em 2018, as obras de interligação de Roraima com o Linhão de Tucuruí estejam concluídas e em funcionamento. Essa seria a solução para os problemas de instabilidade energética do estado.

Anselmo Brasil disse que está sendo planejado um sistema híbrido com geração de energia solar, com o uso de placas fotovoltaicas, e grupos geradores térmicos para atender aos municípios e localidades do sul. O projeto está em fase de finalização para ser enviado ao Ministério de Minas e Energia. Esta parece ser uma indicação que a obra do linhão poderá ficar em segundo plano.

Com reportagem de José Carlos Magno e Luiz Valério (Fonte: BNC Roraima)

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