Em discurso feito na manhã desta quarta-feira (8), na tribuna da Assembleia Legislativa, o líder do governo na Cada, deputado Brito Bezerra (PP) atribuiu as consequências da crise imigratória ao senador Romero Jucá (MDB) e ao seu grupo político. Segundo o parlamentar, a prefeita de Boa Vista, Teresa Surita, teria prometido condições especiais para os imigrantes, como manobra para reeleger o senador.

Brito Bezerra, em sua fala, qualificou a questão imigratória como uma luta da qual não se pode fugir e que é preciso saber separar política de politicagem.

“No início da crise, a prefeita Teresa Surita usou de artifícios politiqueiros, para prometer vida fácil aos imigrantes que viessem à capital. Aluguel, condições de trabalho, dignidade que nem as pessoas daqui possuíam. E por conta de tal promessa, feita com o intuito de reeleger o senador Romero Jucá, essa quantidade de venezuelanos veio para a capital, afirmou Brito.

Segundo o parlamentar, a consequências das medidas adotadas pela prefeita foram responsáveis pelo sobrecarregamento dos serviços públicos.

“Além de invadirem casas e órgãos públicos, eles tomam conta da rede estadual de ensino e enchem os hospitais,  exigindo prioridade, em detrimento de nós, que pagamos impostos todos os dias. Foi um ato de covardia com o povo roraimense feito pela prefeita, em prol do senador da república, Romero Jucá, que faz a política do quanto pior, melhor, para conseguir sua reeleição comprando votos como mercadoria.

Ainda sobre a questão imigratória, Brito apontou a governadora Suely Campos como a única em defesa do Estado.

“O decreto que mandava fechar a fronteira, infelizmente, foi derrubado, mas  a governadora, firmemente, já recorreu da decisão e vai lutar pelo povo roraimense. (…) Engana-se quem diz que ela não toma providências. Ela, acima de tudo é roraimense, do Amajari. Ela protege seu povo, diferente daqueles que atuam aqui para viver em Brasília, São Paulo e Recife, com os milhões ganhados nas custas do nosso povo.

O parlamentar finalizou  sua fala sobre Jucá o apontando como o responsável pelos entraves no setor energético do Estado.

“O presidente da casa Jalser Renier reuniu uma forma política tremenda e fomos a Brasília falar com Michel Temer, que ainda era vice-presidente. Ele assumiu a presidência, com a articulação de Romero Jucá, ao tirar a Dilma Rousseff e nada fez do que prometeu pelo estado. Enquanto o que temos aqui não é energia, é apagão. E enquanto o senador Romero Jucá continuar impedindo a ligação ao Sistema Nacional, a população continuará sofrendo”.

Comente com o Facebook