Wirlande da Luz

Caos na saúde em Roraima é resultado de má gestão, diz Wirlande da Luz

A visita da diretoria do Conselho Federal de Medicina (CFM) a Roraima nesta quarta-feira (25) constatou o que a população local já sente na pele há muitos anos: a qualidade da assistência médica nas unidades de saúde do estado é ruim e o sistema é caótico. A causa das deficiências diagnosticadas pelo CFM são má gestão, forte ingerência política na Secretaria de Saúde (só este ano a pasta sofreu 3 mudanças de secretário) e as irregularidades históricas em licitações, como direcionamento e fraudes.

A vinda da diretoria do CFM a Roraima faz parte de uma programação que abrange todos os estados do Brasil. Logo, tomar as constatações feitas nesta quarta-feira como jogo de interesse político-eleitoral, conforme tem sido feito desde ontem por simpatizantes pagos do governo, demonstra miopia e falta de interesse em melhorar o atendimento à sociedade. O CFM deixou claro que os problemas não dizem respeito apenas à gestão da governadora Suely campos (Progressistas), vêm desde outros governos, mas se acentuaram no atual.

De acordo com Wirlande da Luz, médico com mais de 30 anos de atuação e conselheiro do CFM por Roraima, os membros do Conselho Federal levantaram informações sobre uma fiscalização que já havia sido feita em todas as unidades de saúde do estado, constatando as deficiências. “Essa fiscalização demonstrou uma situação caótica que vem se arrastando há muitos anos na saúde local”, disse. “Verificou-se que a situação só tem se agravado devido à crise migratória “, completou.

O conselheiro disse que o Ministério Público Estadual (MPE) está abarrotado de ações acerca de licitações fraudulentas e viciadas. Para ele, o governo atual tem culpa no estado caótico da saúde devido à má gestão e a falta de uma política definida, com foco na melhoria da assistência médica, assim como de todos os serviços prestados à população. “Existe todo um contexto ruim para a situação da saúde pública no estado e no Brasil. Há uma influência política muito grande nas secretarias de saúde. O governo de Roraima, por exemplo, já mudou o secretário de saúde 3 vezes este ano”, destacou.

Para Wirlande da Luz, o Governo Federal precisa participar de forma mais decisiva na melhoria da qualidade dos serviços de saúde que é ofertado à população. No caso específico de Roraima, ele diz que o poder central precisa liberar mais recursos para além dos 10% de repasses obrigatórios, previstos na Constituição Federal, principalmente em decorrência do agravamento da situação, resultado da crise migratória que estrangula toda capacidade de atendimento do estado.

Participação dos médicos na política

O presidente do Conselho Federal de Medicina, Carlos Vital, defendeu a candidatura de médicos a cargos eletivos no pleito deste ano

Numa palestra ministrada ontem para a classe em Roraima, o presidente do Conselho Federal de Medicina, Carlos Vital, defendeu a participação dos médicos no processo eleitoral deste ano, principalmente neste momento pós-Lava Jato. Enquanto entidade, o CFM e o Conselho Regional de Medicina não devem se envolver em questões políticas, mas, como cidadãos, os médicos devem se posicionar e disputar vagas seja nas Assembleias Legislativas ou no Congresso Nacional. Esta foi a sua mensagem.

Para Vital, é preciso que o cidadão médico dê sua contribuição efetiva para melhorar a qualidade da saúde pública no Brasil. E essa contribuição poderá ser dada elegendo uma bancada médica na Câmara dos Deputados, entende ele. “Nós não podemos ficar de fora de um processo eleitoral tão importante como o deste ano”, disse Wirlande, corroborando a falta de Carlos Vital.

Comente com o Facebook

Leave a Reply

Optimization WordPress Plugins & Solutions by W3 EDGE

Assine nossa Newsletter

Assine nossa Newsletter para receber as últimas notícias e atualizações feitas por nossa equipe!

Sua inscrição foi feita com sucesso!