Largada da Colheita da Soja Fotos Comunicação COC Soja (4)

Colheita da soja 2018 é iniciada em Roraima

O sábado (1º de setembro) foi marcado pelo evento de abertura da colheita da soja 2018 em Roraima, que reuniu centenas de pessoas, além de produtores rurais, investidores e acadêmicos, na Fazenda Paraíso, no KM 76 da BR-401. Na ocasião, o público pode visitar os estandes das mais de 70 empresas patrocinadoras. A programação da colheita da soja começou na sexta-feira (31), com uma visita técnica ao campo experimental da Embrapa, onde foram apresentadas 113 materiais de soja com grande potencial para Roraima.

Iniciada a colheita neste final de semana, os produtores têm pouco tempo para colher os grãos e vendê-los. Depois de colhidas na lavoura, a soja fica numa secadora por uns dois dias para uma breve limpeza em Boa Vista e depois segue para o porto de Itacoatiara, no Estado do Amazonas, e de lá deve ir para a Europa.

Ermilo Paludo, presidente da Comissão Organizadora da Colheita da Soja (COC Soja), destacou a interação entre os diversos atores interessados no desenvolvimento do agronegócio em Roraima o que, segundo ele é muito importante para a consolidação do estado como a última fronteira agrícola do Brasil. “A Embrapa [Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária] participou, a UFRR [Universidade Federal de Roraima] participou, mais de 70 empresários acreditaram no nosso evento”, frisou.

A sensação é de dever cumprido para o anfitrião da festa, o produtor Genor Faccio. “Recebi elogios, percebi que o povo gosta da atividade e de mim, senão não teria vindo aqui. O intuito desse evento é mandar notícias de Roraima para fora e, com isso, temos produtores de outros estados conhecendo a nossa realidade. Quarta-feira [dia 29] não tinha mais carro para alugar em Boa Vista. Isso é indício do interesse de produtores rurais de outros lugares em investir aqui”, comemorou.

Os produtores estabelecidos em Roraima já pensam no futuro, atraindo novos investidores para que a área plantada cresça nos próximos anos. Ermilo Paludo disse que Roraima tem capacidade para plantar até um milhão de hectares. “A Embrapa desenvolveu variedades adaptadas para o nosso clima e nosso solo. O que precisamos para expandir é investimento em infraestrutura, porque competência os agricultores têm”, garantiu Paludo.

A melhoria na infraestrutura, a falta de segurança jurídica para a transferência de terras e interligação da energia com o Sistema Interligado Nacional (SIN) ainda são os principais entraves enfrentados pelo produtores de grãos de Roraima. “Precisamos desenvolver para que possamos investir em uma educação de qualidade, uma saúde de qualidade e possamos gerar emprego e renda. Temos mais de 30 mil jovens nas universidades. Quem vai absorver essas pessoas? Precisamos gerar emprego no campo e estamos preparados para isso”, garantiu o presidente da COC Soja.

Investidores como Bartolomeu Braz, produtor rural e presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), é um dos muitos homens do agronegócio que se sentem atraídos pela capacidade produtiva do estado. “Não estou aqui só para discursar. Estou aqui para investir em Roraima. O Estado é atrativo, tem solo, sol, chuva, logística boa. Então estamos conhecendo o potencial dessa região, as áreas que podem ser exploradas, mas sempre respeitando o meio ambiente, num trabalho sustentável, que consorcia o potencial agrícola com o potencial ambiental”, comentou.

Bartolomeu Braz disse ter a certeza que muitos outros produtores virão investir em Roraima porque o estado tem potencial para crescer e chegar a um milhão de hectares de soja. “Nos próximos dez anos, Roraima será a capital da soja na região Norte”, destacou.

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