Conab diz que aumento da procura por milho e greve dos caminhoneiros resultaram na escassez do produto

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) se pronunciou sobre o problema de represamento do estoque de milho em Roraima. Segundo produtores rurais locais, existem 400 toneladas de milho em estoque no escritório local da Companhia, mas a Conab não está repassando o produto para os agricultores. Segundo a Gerência de Imprensa (Geimp) do órgão em Brasília, existe uma determinação para que a Conab só faça a venda dos estoques de milho do Programa de Vendas em Balcão (ProVB) com a autorização do Conselho Interministerial dos Estoques Públicos (Ciep).

“Apesar de reconhecer o problema enfrentado pelas pequenas granjas por não terem a ração diária de seu plantel, a Conab infelizmente não pode agir contra a legislação”, explicou a assessoria.

De acordo com as explicações da Conab, devido a grande demanda pelo milho da Conab no programa ao longo deste ano, a Companhia atingiu o limite máximo de venda autorizado pelo Governo Federal, que consistia até então em 200 mil toneladas do produto, conforme Resolução do Ciep nº 1/2018.

Para dar continuidade ao programa, a Conab já havia solicitado ao Conselho a liberação de mais 100 mil toneladas de milho para comercialização pelo ProVB, mas a resolução que deve autorizar a venda ainda não foi publicada no Diário Oficial. “Assim que a autorização for concedida, serão realizadas todas as medidas necessárias para dar continuidade ao atendimento do Programa”, diz a nota enviada ao blog nesta quinta-feira.

A Conab disse ainda que essa demanda suplementar de 100 mil toneladas foi gerada pelo político e econômico vivenciado pelo país, que resultou na paralisação dos caminhoneiros. A manifestação nacional dos transportadores de cargas gerou grande impacto sobre o abastecimento de diversos produtos, dentre eles o milho.

“Ainda houve aumento da procura também pelo agravamento da seca na região Nordeste, com quebra de safra, redução da oferta e consequente aumento dos preços praticados nos mercados locais. Essa conjuntura ampliou consideravelmente a busca pelo Programa de Vendas em Balcão pelos pequenos criadores, levando a Conab a adotar todos os procedimentos cabíveis, dentro da sua competência legal, para a solução do problema”, diz a nota enviada ao blog pela Gerência de Imprensa da Conab em Brasília.

Foto: Revista Globo Rural

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