Denúncia liga Jucá a esquema imobiliário na SPU

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O senador Romero Jucá (MDB) tem uma capacidade de se meter em confusão e ter seu nome relacionado a esquemas de corrupção proporcional à sua influência nos sucessos governos do Brasil nas últimas décadas. A última denúncia o liga a manobras de apadrinhados seus na Superintendência do Patrimônio da União (SPU) para beneficiar uma gestora de fundos americana em um negócio que envolve imóveis da União, cujo valor está orçado em R$ 2,5 bilhões.

De acordo com matéria publicada na revista IstoÉ, que começou achegar às bancas do país ontem, Jucá foi o relator da Medida Provisória 579-A que supostamente tinha o objetivo de regularizar a situação de famílias que ocupam há décadas áreas urbanas e rurais. Mas, como um jabuti na árvore, a MP também trazia embutida em seu texto a intenção de “aprimorar a eficiência dos procedimentos de alienação de imóveis da união”. É aqui que a coisa começa a ficar nebulosa e a cheirar mal.

Para executar seu plano, diz a revista, Jucá escalou alguns apadrinhados para comandar as operações na SPU, como Sidrack de Oliveira Correia Neto, secretário de Patrimônio da União.

Numa ação determinada por Jucá, o órgão teria sido aparelhado por apadrinhados do senador roraimense para executar seu plano, que consiste em contratar a gestora de vendas americana Tishman Speyer. Jucá já teria se reunido diversas vezes com executivos da empresa, tanto em seu gabinete no Senado como no gabinete de Sidrack, na SPU.

Entre os imóveis que fazem parte do plano de negociação estão terrenos no Plano Piloto, em Brasília, avaliados em R$ 132 milhões, um antigo quartel do Exército, no bairro do Maracanã, no Rio de Janeiro, cujo valor é estimado em R$ 1,5 bilhão, e o edifício do antigo jornal A Noite, também no Rio, avaliado em 32 milhões. Esses são apenas alguns dos 100 imóveis que a SPU pretende vender e que fazem parte desse esquema que envolve o senador Jucá, conforme a IstoÉ.

A revista diz que Jucá e Sidrack de Oliveira foram procurados para falar sobre o assunto, mas não deram retorno.

A reportagem está disponível da Internet e merece ser lida.

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