Diga “NÃO!” aos estelionatários da política

Entra eleição e sai eleição e a questão energética continua sendo um dos principais assuntos em pauta aqui em Roraima. Isso só nos dá a certeza de uma coisa: a classe política local – incluindo os sucessivos governos e representantes do estado no Congresso Nacional – têm sido incompetentes, inoperantes e desinteressados em buscar solução real para uma questão primordial para o estado, seu desenvolvimento e sua população.

Parece que manter Roraima no subdesenvolvimento em relação ao resto do país agrada a boa parte da classe política local. Não há outra explicação para a falta efetiva de ação no sentido de livrar Roraima da instabilidade e dependência energética. Falta ação e sobre discurso demagógico.

É inaceitável que um estado que teve, ao longo das últimas décadas, um político ocupando sucessivamente o cargo de líder no Congresso Nacional de todos os presidentes da República, até Michel Temer, continue passando pelo mesmo problema de matriz energética sem que nunca uma solução tenha sido encontrada.

Das duas uma: ou faltou vontade política para resolver a questão ou a influência arrotada permanentemente por tal político nunca existiu de fato. Em qualquer outro estado brasileiro, uma liderança com o presumido poder de influência junto ao Planalto Central, como vemos por aqui, teria livrado seu estado dessa dependência que impede o desenvolvimento local.

No entanto, continuamos assistindo a mais do mesmo na campanha eleitoral de 2018. O problema energético continua sendo um dos principais assuntos em pauta, junto com a crise imigratória. Agora, o problema se apresenta com mais força ainda, devido a ameaça premente de corte no fornecimento da energia de Guri pela Venezuela. (Em tempo: nesta quinta-feira, 19, o presidente Nicolás Maduro prometeu à governadora Suely Campos que não haverá corte no fornecimento e ainda se comprometeu a revitalizar o linhão de Guri).

Nós, moradores do estado, temos sofrido diariamente com as quedas constantes de energia que, além dos prejuízos com as horas que passamos sem poder trabalhar, ainda perdemos bens materiais como eletroeletrônicos, inutilizados pela constante oscilação na tensão.

Pelo visto, estamos jogados à própria sorte sorte. Porque tudo o que temos visto e ouvido até aqui são as mesmas promessas sobre a busca por solução que já foram feitas em pleitos anteriores. As agruras porque passa há décadas o povo roraimense são usadas de forma canalha pelos mesmos políticos inescrupulosos de sempre, que só pensam em se (re)eleger.

Os eleitores de Roraima precisam sair deste estado de letargia e acordar para mudar tal situação. Não podemos mais aceitar o discurso do “rouba, mas faz”. Essa cantilena do “mal necessário” tem que acabar. O que se precisar fazer aqui é cortar, em definitivo, esse mal pela raiz. Chega de empulhação!

Ocorre que este ano, com a abundância de informação proporcionada pelas redes sociais, os eleitores estão cada vez mais dispostos a não acreditar em promessas que nunca se cumprem. Está cada vez mais evidente que o movimento pela renovação na política começa a contagiar a todos.

Candidatos que não honram sequer seus espessos fios de bigode estão fadados fracassar neste pleito. Vivemos outros tempos e a tendência é que expedientes eleitorais nefastos (como a descarada compra de votos, com dinheiro jogado até pela janela de carros), usados outrora, não funcionem mais.

Depositamos a nossa mais profunda esperança numa mudança no comportamento por parte do eleitorado. Temos a confiança de que parte dos eleitores de Roraima se liberte da síndrome de gado e não se deixe ser conduzir na direção das promessas falsas ou das Fake News que buscam desacreditar adversários com potencial real de desbancar dos caciques de sempre.

É preciso dar uma chance de mudança real a Roraima. Do contrário, de nada vai adiantar a queixa de que nada muda por aqui. O poder de mudança está nas mãos, no título de eleitor e na ponta dos dedos da população. Precisamos de uma guinada rumo ao futuro. Precisamos bater a poeira impregnada em nossa roupa surrada de menor e mais pobre estado da federação.

Roraima precisa acordar da letargia eleitoral que tem afundado o estado na permanente estagnação econômica. Somente os maus políticos saem ganhando com o atual estado de coisas. Como diz a música do astro da MPB, Belchior, “o passado é uma roupa que não nos serve mais”. No caso da política roraimense, essa frase serve como uma luva. Que os eleitores de Roraima saibam construir um futuro diferente. O primeiro passo é se livrar dos estelionatários da política de sempre, quando chegar 7 de outubro.

(Este texto foi escrito como editorial da edição de setembro do Jornal Roraisul, que começa a circular nesta quinta-feira, 19)

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