Eurodeputado Francisco Assis

Eurodeputado diz que governo brasileiro acerta nas ações de apoio a imigrantes

O deputado português Francisco Assis, presidente da Delegação do Parlamento Europeu para Relações com o Mercosul, que veio a Roraima ver de perto a situação dos imigrantes venezuelanos que vivem no estado, disse que as ações do Governo Federal para minimizar os efeitos da crise migratória são “acertadas e positivas”. Na avaliação do eurodeputado, a resposta que o Brasil tem dado para o problema, neste momento, tem sido “correta e adequada”.

O parlamentar europeu disse ter se reunido com a prefeita Teresa Surita (MDB) para tratar sobre o assunto e a gestora demonstrou ter bastante conhecimento sobre a questão, apontando soluções racionais para a crise migratória. Francisco Assis lamentou, porém, o fato de que a governadora de Roraima Suely Campos (Progressistas) não tenha encontrado tempo em sua agenda para receber a comitiva liderada por ele.

No entendimento do eurodeputado, o governo brasileiro está adotando as medidas acertadas, como o emprego das forças armadas para fazer o controle da fronteira e dar apoio aos imigrantes nos abrigos.

“Nesse momento de emergência, a resposta do governo brasileiro se mostra positiva’, afirmou. Ele disse que o fechamento da fronteira, como quer a governadora Suely Campos, está fora de questão por se tratar de “uma medida terrível, desumana e inaceitável”. Francisco Assis defendeu que “o espírito de solidariedade deve prevalecer”.

A delegação coordenada por Francisco Assis, da qual deveria fazer parte também um eurodeputado espanhol (ele enfrentou problemas com o voo da Espanha para o Brasil), visitou os abrigos em Boa Vista e Pacaraima. Também conversou com o Exército e a Polícia Federal para colher informações sobre o fluxo de imigrantes no estado.

O eurodeputado português disse que vai levar às informações e suas impressões para o Parlamento Europeu, que deve se decidir por mais sanções ao governo do presidente venezuelano Nicolás Maduro.

Por outro lado, o emissário do Parlamento Europeu afirmou que não há razões para acreditar que a crise imigratória vai se resolver nem tão cedo, principalmente depois da reeleição fraudulenta do presidente venezuelano Nicolás Maduro.

“O Parlamento Europeu não reconhece as últimas eleições venezuelanas que não obedeceram aos princípios democráticos”, disse ele. “O Parlamento Europeu deve baixar novas resoluções de sanção ao governo venezuelano para evitar que a situação social e econômica do país se deteriore ainda mais”, completou.

Segundo Francisco Assis, geralmente as sanções impostas pelo Parlamento Europeu à Venezuela são aprovadas por 70% dos seus membros, o que demonstra a maciça reprovação ao governo de Maduro.

Conforme o eurodeputado, o colegiado parlamentar da União Europeia vai continuar tentando influenciar os países sul americanos para pressionar a Venezuela a retomar o rumo da democracia e prestar apoio aos imigrantes.

“Nós estamos utilizando os fundos disponíveis para ajudar os imigrantes em todo o mundo’, disse, ao destacar que o Parlamento Europeu já doou 35 milhões de Euros para ajudar com problemas de imigração em vários países. Apesar de dizer que o governo está adotando medidas acertadas, Francisco Assis reconheceu a situação social de Roraima como muito grave.

Ele anunciou a doação, pela União Europeia, de 5 milhões de euros (aproximadamente R$ 22,2 milhões, na cotação de hoje) para ações de apoio aos venezuelanos que vivem no Brasil e na Colômbia. Serão 2,5 milhões de euros para cada país. Os recursos serão administrados pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Outro lado – A Secretaria de Comunicação do governo disse que “não procede a informação de que a governadora Suely Campos não quis receber” a delegação do Parlamento Europeu que visitou Roraima no dia de hoje.

Segundo a Secom, a delegação “foi informada da indisponibilidade de agenda em razão de compromissos anteriormente firmados, ocasião em que o governo se colocou à disposição para atender a comitiva através do secretário-Chefe da Casa Civil, Frederico Linhares, mas os parlamentares declinaram”.

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