entrevista com os pré-candidatos

Fábio Almeida propõe gestão participativa e fim da militarização das escolas

O servidor público Fábio Almeida (PSOL) foi meu entrevistado desta segunda-feira (4), no programa Direto ao Ponto, na Rádio Tropical FM. Ele representa a união dos partidos de esquerda em Roraima que decidiram mostrar à sociedade roraimense que têm propostas capazes de atender aos anseios dos trabalhadores e de por em prática uma maneira diferente de se fazer política.

“Como sociedade, nós precisamos nos apoderarmos dos espaços políticos para confrontar fatos que vivemos há anos no estado, assim como as oligarquias, que precisam ser confrontadas com ações concretas”, disse Fábio, salientando ser necessário o confronto salutar de ideias.

O pré-candidato disse que a decisão de se mostrar como uma alternativa de voto para o governo não nasceu de sua vontade própria, mas se insere num contexto de debates segundo o qual é preciso romper com o atual status quo da política. “Eu represento um conjunto de ideias e anseios que visam a construção de um estado solidário em que a sociedade ter mais qualidade de vida”, disse.

Fábio Almeida afirmou que o programa das esquerdas para Roraima está baseado em dez diretrizes, entre elas a contrariedade à privatização de quaisquer bens e serviços públicos. “Não é privatizando que se vai resolver os problemas que nós enfrentamos hoje”, disse.

Ele também se colocou contra a militarização das escolas estaduais, dizendo que a violência presente nas escolas é decorrente do que se passa fora desses estabelecimentos. Segundo ele, a militarização impõe uma política do medo. “Nós acreditamos que não é a militarização que resolve o problema das escolas. Não é a estrutura que não consegue resolver o problema da violência foram das escolas que vai resolver dentro das escolas”, disse.

Fábio disse que desde o começo dos anos 2000 Roraima vive a total falta de investimento na educação em Roraima. “Nós precisamos resgatar a educação pública em Roraima. Por outro lado, é preciso pôr um fim no processo de aparelhamento das direções das escolas”, afirmou, salientando que defende a gestão participativa, com a sociedade se apresentando para contribuir com a gestão das escolas.

O socialista defendeu a geração de emprego, com o fortalecimento da agricultura familiar, assim como o direito dos povos indígenas à terra e auto sustentabilidade. O governo participativo é outra proposta das esquerdas.

Acompanhe a entrevista no vídeo abaixo:

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