Fechamento da fronteira com a Venezuela é desumano, mas governo federal precisa ajudar RR, diz revista

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A edição da revista semanal IstoÉ, que chegou às bancas das capitais do Sul e Sudeste no País neste final de semana, traz uma reportagem de três páginas destacando os problemas decorrentes da crise migratória que assola Roraima. A matéria enfoca o pedido feito pela governadora Suely Campos (Progressistas) ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que a fronteira do município de Pacaraima com a Venezuela, por onde entram os imigrantes, seja fechada.

Para autoridades em imigração ouvidas pela publicação, diante da crise humanitária que vive o país vizinho a medida soa desumana. No entanto, a revista reconhece que o governo brasileiro precisa ajudar o governo local a administrar os efeitos do fluxo imigratório que não cessa. Ainda conforme a IstoÉ, a crise migratória tem resultado em problemas na área da segurança, como o aumento do número de homicídios e na saturação da capacidade de atendimento das unidades estaduais de saúde, que viu a demanda aumentar em 3.000%.

Reportagem da revista IstoÉ destaca os efeitos da crise migratória em Roraima e o pedido feito pela governadora Suely Campos ao STF para que a fronteira seja fechada – Imagem: Reprodução/IstoÉ

A explosão dos casos de sarampo em Roraima, fazendo surgir uma epidemia da doença que estava erradicada no Brasil, é outro fator de preocupação destacado na reportagem. Afinal, já são mais de 200 casos da doença e três óbitos de crianças em decorrência do sarampo. Conforme dados da Polícia Federal, entram no Brasil, por Roraima, entre 700 e 800 imigrantes venezuelanos por dia. É no meio deles que vêm as pessoas infectadas com a doença que se espalha em Boa Vista (171 casos) e outros municípios interioranos, como Pacaraima (56), Amajari (30), Cantá (10), Rorainópolis (6) e Caroebe, Mucajaí, São João da Baliza e Uiramutã um caso notificado cada um.

A revista ouviu a governadora Suely Campos, que justificou que o pedido de fechamento da fronteira com a Venezuela feito ao STF tem o objetivo de “mostrar pessoalmente para a ministra [Rosa Weber] o impacto que esse fluxo migratório está causando na segurança, na saúde, e na educação do estado”. Weber deu 30 dias para que as partes – governo estadual e federal – entrem num consenso sobre a questão. Ministério da Defesa e a Organização das Nações Unidas (ONU) reconhecem que a situação em Roraima é preocupante diz a revista.

A reportagem merece ser lida. A revista impressa chega nas bancas por aqui no meio da semana que começa, mas a matéria está disponível no site da revista na Internet.

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