Folha adere ao jornalismo cidadão

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O jornalismo cidadão já deixou de ser uma novidade no país e no mundo, mas em Roraima essa prática está dando os seus primeiros passos. Os jornais locais, principalmente o mais tradicional, a Folha de Boa Vista, sempre resistiram à intervenção pública em suas páginas. Por exemplo, enquanto nos jornais de todas as capitais brasilerias a página de opinião há anos reserva um epaço para a manifestação do leitor, através de cartas, somente há cerca de um mês a Folha adotou a prática. Passou a publicar, de forma editada, os e-mails enviados pelos seus leitores. Alguns deles são transformados em pauta.

Certamente motivada pela boa repercussão da adesão à participação dos leitores na feitura do jornal, uma realidade mundial que não tem mais volta, a Folha Web, versão on line da Folha de Boa Vista, lançou esta semana a sessão “Entrevista Virtual”. Este é o canal por meio do qual os leitores poderão enviar perguntas a uma personalidade a ser entrevistada pelo jornal. O primeiro escolhido para a entrevista feita com a participação do público foi o deputado federal e ex-governador de Roraima, Neudo Ribeiro Campos (PP).

O texto que anuncia a novidade na página da Folha BV na internet é o seguinte:

“A Folha Web dá início essa semana a um canal direto com o internauta abrindo espaço para o jornalismo participativo, onde o leitor escolhe o entrevistado, faz as perguntas e gera informações de interesse da população do Estado. Para estrear essa seção você entrevista o Deputado Federal Neudo Campos. Participe!”

Essa mudança de visão da Folha de Boa Vista é bastante salutar. Afinal, como disse a jornalista e escritora Ana Carmen Foschini em seu livro “Jornalismo Cidadão – Você Faz a Notícia“:

“A separação rígida entre os que fazem as notícias e os que recebem as informações desaparece no mundo virtual. Os profissionais da comunicação têm agora milhares de aliados na tarefa de apurar fatos, conhecer novidades, reunir e comentar informações. Qualquer um pode fazer notícia. O modelo tradicional, que distingue os emissores dos receptores da informação, deu lugar à comunicação feita por meio da colaboração”.

Eu bati tanto na tecla da inevitabilidade da participação pública no jornalismo da era digital, quando escrevia a coluna Imprensa Urgente no jornal Roraima Hoje, que fico muito contente em ver que a Folha está deixando o seu conservadorismo de lado e se rendendo ao jornalismo cidadão. O jornal da família Cruz só tem a ganhar com isso. Antes tarde do que nunca.

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