ÍNDIOS EM SALA DE AULA

A interferência dos “brancos” na cultura indígena brasileira desfigurou os costumes desses povos, desde o início do processo de colonização pelos portugueses. Logo, qualquer interferência de não-índios junto a comunidades indígenas é vista com reserva pelos defensores dos direitos dessa parcela da população nacional. Aqui em Roraima – o estado de maior população indígena do país, proporcionalmente aos demais – onde existe um verdadeiro apartheid os ânimos entre índios e não-índios se acirra de vez em quando. Isso devido ao preconceito destes em relação àqueles. Mas no setor educacional o Estado é um exemplo a ser seguido pelos demais, inclusive com o reconhecimento das entidades que defendem o direito constitucional dos índios. Roraima foi o primeiro ente federado, por exemplo, a oferecer curso superior específico para indígenas, na Universidade Federal de Roraima (UFRR). Agora a secretaria de Educação do Estado passou a oferecer um curso de Magistério Indígena para professores índios que atuam nas suas comunidades originárias. O ponto positivo do curso é que existe a preocupação de preservar a língua materna de cada etnia. Participam do curso representantes das etnias macuxi, wapichana, ingaricó, yekwana e wai-wai. Foram beneficiados professores dos municípios do Cantá, Caroebe, Bonfim, Normandia, Pacaraima, Uiramutã, Amajari, Alto Alegre e Iracema.

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