Informações prestadas por candidatos à justiça eleitoral são usadas para desconstruir adversários

As informações apresentadas pelos candidatos ao Governo de Roraima à Justiça Eleitoral estão sendo usadas como arma entre eles para desconstruir a imagem uns dos outros e tentar ganhar pontos junto aos eleitores.

A governadora e candidata à reeleição, Suely Campos (Progressistas), se valeu de balanços contábeis apresentados ao Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR) pelo ex-governador José de Anchieta (PSDB), que tenta voltar ao Palácio Senador Hélio Campos, para acusá-lo do endividamento bilionário do estado.

Segundo a comunicação de campanha de Suely, os documentos apresentados pelo candidato tucano à Justiça Eleitoral “comprovam que, durante sua gestão, o endividamento do Estado quase quadriplicou”.

Com base nas informações prestadas por Anchieta, a candidata progressista afirma que quando o tucano “assumiu o governo, em 2007, Roraima tinha uma dívida de pouco mais de R$ 500 milhões, mas quando deixou o cargo, em abril de 2014, esse valor ultrapassava R$ 1,8 bilhão”.

Suely diz que devido ao endividamento do estado, Anchieta minou a capacidade de investimento do governo e comprometeu até mesmo o pagamento dos servidores ficaram comprometidos. “No total, a atual administração já teve que pagar R$ 800 milhões dessa dívida, que comprometeu as contas públicas por vinte anos”, diz a Comunicacão da campanha de Suely.

Os balanços contábeis foram apresentados pela defesa de José de Anchieta na tentativa de conseguir direito de resposta contra o candidato Telmário Mota (PTB), que acusou Anchieta em sua propaganda eleitoral de ter “quebrado” Roraima, ao deixar o Estado com uma dívida de R$ 2 bilhões após ficar sete anos no governo.

O recurso foi negado pelo Pleno do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), com parecer do Ministério Público Eleitoral pelo indeferimento.

O relator da ação, Diego Leonardo Andrade de Oliveira, entendeu que “as críticas proferidas não foram utilizadas em desvio de finalidade para a prática de crimes contra honra ou divulgação de informações inverídicas, como alegado na exordial. Por mais que o Representante [Anchieta] se sinta incomodado com a informação propagada pelo candidato da coligação Representada [Telmário], o fato é que a crítica do endividamento consta de veículos de comunicação renomados”.

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