Já não se faz jornalismo como antigamente (principalmente a Veja)

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A revista Veja desta semana traz uma denúncia contra o senador Romero Jucá (PMDB-RR), segundo a qual ele tem empresas de comunicação registradas em nome de laranjas aqui em Boa Vista (RR).

Que isso é verdade, aqui ninguém tem dúvida. Afinal, Boa Vista é uma capital pequena, onde todo mundo conhece todo munto e onde a proximidade com o poder deixa todos a par de tudo o que acontece nos bastidores, principalmente quem é da área do jornalismo político.

No entanto, a Veja demonstra na matéria publicada que se baseou apenas em mais um dossiê. Que não procedeu à prática elementar do jornalismo que é a investigação. Essa conclusão a que cheguei fica patente no seguinte trecho da matéria, que destaco em itálico e negrito entre aspas:

 “Em 2005, a rádio [Equatorial FM] já tinha um caminhão de dívidas com o governo federal. Hoje, os débitos chegam a 900.000 reais. Se o que Junqueira [deputado federal Mácio Junqueira, DEM-RR] afirma for verdade, Jucá, que na ociasião era ministro da Previdência, tornou-se sócio oculto de uma rádio que deve quase um milhão de reais à União“.

Ora, pois. Se tivesse investigado a história com um dos excelentes profissionais de reportagem que tem em sua Redação, a revista Veja poderia ter publicado uma informação precisa, não especulativa. Até porque não seria muito difícil para uma publicação do porte da semanal da Editora Abril comprovar a veracidade de tal denúncia.

Como disse acima, aqui em Roraima ninguém tem dúvidas de que isso é verade. Eu fui um dos repórteres que cobriu a polêmcia questão envolvendo a Rádio Equatorial e os laranjas de Jucá, na época, para o site Fonte Brasil, quando o então radialista e agora deputado federal Márcio Junqueira conseguiu reaver a posse da emissora, temporariamente.

Para a Veja bastava mandar vasculhar a situação da emissora de rádio no Ministério das Comunicações, em Brasília, e enviar um dos seus repórteres a Boa Vista. Pelo que denota o texto publicado, isso não foi feito.

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