Em tempo de eleição, a primeira vítima da guerra pelo poder é quase sempre a verdade. Eu recebi, via WhatsApp, ainda na noite de segunda-feira (6), essa tal “notícia” sobre a suposta condição de inelegibilidade da governadora Suely Campos (Progressistas), publicada hoje como manchete principal do jornal da família Jucá.

A pessoa que me enviou o material, perguntava: procede essa informação? Minha resposta: se não saiu aqui no blog nem em nenhum outro veículo de comunicação respeitável, é fake. Você pode conferir nas imagens acima.

Mesmo assim, de imediato, comecei a pesquisar nos sites do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do STF qualquer publicação sobre o assunto. Nos dois portais oficiais não havia nenhum registro sobre o tema “inelegibilidade de Suely”. As buscas no Google também davam resultado zero. Logo, descartei a possibilidade de atribuir qualquer credibilidade ao material. O texto era mais uma produção da indústria das Fake News.

Hoje, não me causou surpresa que apenas o jornal da família Jucá tenha se dado ao trabalho de publicar o material como manchete principal. Jucá é o principal adversário político de Suely e parece disposto a usar de todo e qualquer artifício em seus veículos de comunicação para prejudicar sua opositora. Mesmo que o conteúdo seja inverídico. Um episódio vergonhoso, exatamente na semana em que o jornal jucariano comemora mais um aniversário.

Não obstante os excelentes e reconhecidos profissionais de jornalismo que trabalham no diário, o conteúdo da publicação conduzida por Rosilene Jucá, esposa do senador Romero Jucá (MDB), geralmente tem o único objetivo de satisfazer os interesses políticos do senador roraimense, assim como suas emissoras de rádio e televisão

Agora, devido à publicação inverídica, os advogados de Suely dizem que vão acionar o jornal de Jucá judicialmente pelo conteúdo publicado. De acordo com a assessoria jurídica da governadora, serão acionadas na justiça Rosilene Jucá, e Marina de Holanda Menezes Jucá, mulher e filha do senador Romero Jucá, pelos crimes de calúnia, injúria e difamação devido à publicação da Fake News.

Os advogados de Suely alegam que a ministra Rosa Weber, do TSE, determinou “apenas” o pagamento de multa devido a suposta irregularidade em doação eleitoral referente a 2014. Eles sustentam que não há qualquer decisão quanto a inelegibilidade.

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