mosquito transmissor da malária

Municípios de Roraima enfrentam ‘explosão’ nas notificações de casos de malária

Nos últimos meses tem se falado pouco no assunto enquanto as autoridades de saúdem dão mais atenção ao avanço do sarampo em Roraima, mas os casos de malária estão explodindo em todo o estado. Somente o município de Rorainópolis apresentou nada menos do que 1.534 notificações da doença nos primeiros quatro meses deste ano.

São João da Baliza, que teve apenas 64 notificações de malária em 2017, fechou o primeiro quadrimestre de 2018 com 133 notificações e cinco casos positivos. O município é o que apresenta o maior índice urbano de casos de malária. Também é o que tem a maior presença do mosquito darlinge, transmissor da doença.

Para se ter uma ideia da gravidade da situação, no ano passado Roraima apresentou 1.000 casos a menos da doença. Este ano, até o final de abril o estado já contava mil casos a mais de malária que o ano passado. Ou seja, os números são extremamente negativos e preocupantes.

Tem mais: a maioria dos casos falcíparos (mais grave) da doença foram identificados em venezuelanos, que já entram em Roraima com a doença. Isso é resultado do intenso fluxo migratório que o estado atravessa desde 2016. Os casos falcíparos vêm principalmente da Venezuela, da Guyana e de áreas de garimpo dentro do estado. O Vivax é o outro tipo de caso de malária, que predomina no estado.

A malária mata quase 700 mil pessoas por ano no mundo inteiro. Ainda não existe um remédio definitivo para a doença.

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