Olhar da mídia para crise venezuelana faz governo e população intensificar ajuda

A crise venezuelana e o consequente aumento da migração decorrente dela virou pauta recorrente nos jornais da GLOBO. Em todos os telejornais da emissora são exibidas reportagens sobre as consequências da crise migratória em Roraima, principalmente em sua capital Boa Vista, que teve sua rotina e sua paisagem urbana alteradas pela presença de milhares de migrantes.

Enquanto a imprensa local abordou o assunto sozinha, pouco foi feito pelo Poder Central do país para trazer ajuda aos hermanos venezuelanos. Ações paliativa eram esboçadas até a vinda do presidente Michel Temer a Roraima. Depois da vinda da comitiva de ministros e do presidente, ações mais efetivas passaram a ser traçadas pelas autoridades. Já não era sem tempo.

Houve aumento do efetivo do Exército e da Polícia Federal em Pacaraima, na Fronteira com a Venezuela. Também já estão presentes homens da Força Nacional. Equipe do Ministério da Saúde ajudam o governo estadual a fazer o controle dos casos de sarampo. Foi ainda intensificado o controle na entrada dos imigrantes. Algumas centenas de venezuelanos começam a ser enviados para outros estados. Todas essas medidas poderiam ter começado a ser executadas há bastante tempo, mas antes tarde do que nunca.

A GLOBO, por sua vez, fixou o repórter José Roberto Burnier para fazer a cobertura da nossa tragédia diária. É por meio dos seus relatos que o Brasil e o mundo ficam sabendo dos desdobramentos das ações de governo e da solidariedade do povo roraimense, que tenta, a seu modo, também levar alguma ajuda para os imigrantes.

O que a sociedade local espera é que todas essas ações não sejam apenas medidas eleitoreiras e que o Governo Federal esteja realmente decidido a continuar a fazer o seu papel. Por muito tempo a fronteira do Brasil com a Venezuela esteve desguarnecida, propiciando a ocorrência de todo tipo de crime internacional, como o tráfico de drogas e o descaminho de combustível.

Agora, com a entrada de migrantes aos montes, a Secretaria de Segurança Pública (SESP) já detectou o uso de venezuelanos no tráfico de drogas e armas do país vizinho para Roraima. Por isso, esse endurecimento do controle na fronteira e o aumento no efetivo das forças de segurança precisa continuar e até mesmo ser ampliada. Assim, poderemos ter alguma esperança de que nossa situação volte ao normal e a sensação de insegurança que nos incomoda tanto seja superada.

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