Os eleitores precisam ter mais compromisso com o estado de Roraima

Os candidatos estão sendo definidos. Eleitor precisa ter compromisso com o estado

Estamos chegando ao momento decisivo deste ano de 2018 – as eleições gerais que vão definir os novos governantes em nível nacional e estadual, assim como os novos ocupantes das cadeiras do Congresso Nacional (Câmara e Senado) e das Assembleias Legislativas.

A tal pré-campanha, uma mais uma jabuticaba política brasileira resultante do arremedo de reforma política feita recentemente no País, deu aos postulantes aos cargos eletivos em jogo mais tempo para tentar convencer o eleitorado a votar neles, perpetuando no poder aqueles que detém os recursos partidários.

Teoricamente, o tempo de campanha foi reduzido para 45 dias, a partir da segunda metade de agosto. Na prática, a pré-campanha deixou os políticos livres para fazer campanha por tempo indeterminado, como eles têm feito, desde o começo deste ano.

Os eleitores roraimenses têm até aqui seis candidatos a governador – Antônio Denarium (PSL), Fábio Almeida (PSOL), José de Anchieta (PSDB), Pastor Douglas (Avante), Suely Campos (Progressistas) e Telmário Mota (PTB) – entre os quais terá que escolher o próximo mandatário do estado. Quatro deles já foram confirmados nas convenções do final de semana. Não será uma escolha fácil!

O fato é que passados quase 30 anos da sua criação, Roraima continua estagnado economicamente. E o pior: vivendo uma crise político-financeira sem precedentes, diante de um governo perdulário, mau pagador e com uma penca de denúncias de irregularidades pairando no ar contra si.

Ao contrário das promessas feitas na campanha de 2014, de que iria soerguer o estado e resolver os problemas e pendências deixados por José de Anchieta, Suely Campos conseguiu aprofundar ainda mais a caótica situação de Roraima, deixando o povo descrente em melhores dias. E o pior: descrente de que haja alguém capaz de resolver os problemas criados ou acentuados ao longo das últimas décadas por gestores incompetentes e pouco compromissados com o bem-estar coletivo.

Mas a desesperança e revolta que toma conta da população roraimense precisam ser substituídas por um sentimento de protagonismo, que leve os eleitores a agir de forma mais compromissada com a sua própria vida e com o destino do estado.

Não dá mais para aceitar as velhas práticas do passado, entre elas a barganha de votos por benesses que visam atender necessidades momentâneas, mas que resultam em dissabores coletivos pelo restante do mandato dos agraciados com cargos eletivos.

Os eleitores de Roraima precisam ter mais compromisso com o estado. De nada adianta achincalhar os políticos de corruptos se, na hora de decidir o voto, o que pesa são as vantagens pessoais que beneficia um ou outro, o que é igualmente uma atitude covarde d corrupta.

O voto é um instrumento de mudança muito valioso e poderoso e deve ser tratado com a seriedade o respeito merecidos. Vivemos tempos de mudança. Mas a mudança mais necessária e urgente precisa acontecer primeiro na mentalidade do eleitorado.

É preciso parar de agir como gado, indo na direção que os capatazes da política mandam. É preciso assumir o protagonismo saudável de fiscalizar mandatos, cobrar postura condizente com a ética, a moral e os interesses republicanos, analisar as propostas, características e planos de governo dos candidatos para, só então, escolher aquele que pode realmente mudar os rumos do estado.

(Texto publicado originalmente como editorial do Jornal Roraisul. Atualizado em 30.07.2018)

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