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PF desarticula esquema de desvio de recursos do sistema prisional de Roraima

O governo de Suely Campos (Progressistas) é alvo nesta quinta-feira (29 de novembro) da Operação Escuridão, deflagrada pela Polícia Federal, para desmontar um esquema de desvio de recursos públicos do sistema penitenciário de Roraima por meio do fornecimento fraudulento de comida para os detentos. Os contratos fraudados pelos acusados giram em torno de R$ 70 milhões. O empresário Guilherme Campos, filho da governadora, foi preso em Brasília.

O nome da operação Escuridão é uma referência à nona praga bíblica que assolou o Egito, logo após a invasão dos gafanhotos, deixando aquela terra sob trevas como castigo pelas ações do Faraó. Praga do Egito foi o nome da Operação deflagrada pela PF em 2003, há 15 anos, durante o governo de Neudo Campos, marido da governadora Suely, que desarticulou um forte esquema de desvios de recursos públicos da folha de pagamento do Governo de Roraima, com a participação de deputados estaduais – entre eles o atual presidente da Assembleia Legislativa, Jalser Renier – e servidores públicos.

Na operação desta quinta-feira estão sendo cumpridos pelos agentes da PF onze mandados de prisão e 20 de busca e apreensão contra políticos e empresários aqui em Boa Vista e em Brasília. Agentes federais estiveram na casa de Suely Campos logo no início da Operação Escuridão, por volta das 6h da manhã.

Conforme evidenciaram as investigações da Polícia Federal, o esquema fraudulento foi montado logo no início do governo de Suely, em 2015, e perdura a até hoje. A empresa usada para a fraude era a Qualigourmet, criada seis dias antes de ser contratada. Os acusados superfaturavam o valor da alimentação fornecida e informavam um número de marmitas superior ao que era realmente entregue. Os alimentos ainda eram de baixa qualidade.

Mediante as investigações, a PF constatou que os responsáveis pela Qualigourmet, empresa aberta em nome de laranjas, fizeram saques em espécie de cerca 30% do valor dos contratos, cujo dinheiro foi usado para pagar propinas e possibilitaram o enriquecimento ilícito dos verdadeiros proprietários.

A Polícia Federal comprovou a realização de vários saques e repasses com o uso de filmagens feitas durante as investigações. A PF também coletou provas obtidas após representação da Autoridade Policial pela quebra do sigilo bancário e telefônico dos investigados.

Com informações do G1 Roraima
Foto: G1 Roraima

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