Preço da gasolina

Preço da gasolina poderá ficar até 15 dias sem reajuste

A partir desta quinta-feira (6), a Petrobras adotará um mecanismo de proteção financeira (Hedge) que aumentará, em até 15 dias, os intervalos de reajustes nos preços do combustível nas refinarias. Desde julho de 2017, a estatal vinha fazendo reajustes quase diários no valor da gasolina, tendo como base o mercado internacional.

Na última terça-feira (4), a gasolina atingiu novo preço recorde nas refinarias. Nos postos da capital Boa Vista, o preço final chega a R$4,47.

De acordo com a petroleira, o mecanismo de Hedge dará trará a possibilidade de mudar a frequência dos reajustes diários no mercado interno, “podendo até mantê-lo estável por curtos períodos de tempo, de até 15 dias”.

“Isso não altera a nossa política de preços com relação a sempre buscar a paridade de preços”, afirmou Rafael Grisolia, diretor financeiro da companhia.

O hedge é um contrato financeiro que dá o direito de comprar ou vender um ativo no futuro por um valor combinado previamente. É uma espécie de seguro que protege a empresa de bruscas variações do mercado.

O Hedge é adotado por empresas que têm custos ou receitas em moeda estrangeira, como exportadoras e importadoras. No caso da Petrobras, ele será aplicado sobre as cotações da gasolina no mercado futuro dos Estados Unidos. No Brasil, a medida já está valendo.

O preço médio da gasolina nos postos de combustível terminou a semana passada a R$ 4,446, segundo pesquisa da Agência Nacional do Petróleo, do Gás Natural e dos Biocombustíveis (ANP), o que representa um aumento de 0,38% na comparação com os sete dias anteriores. Foi a primeira alta depois de cinco quedas seguidas.

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