Servidores do Iteraima fazem paralisação

Servidores do Iteraima e do Iact estão há 2 meses sem receber salário

Os servidores do Instituto de Terras de Roraima (Iteraima) paralisaram as atividades nesta segunda-feira (24) em protesto ao atraso no pagamento de salário pelo Governo de Roraima. De acordo com os manifestantes, os funcionários do Iteraima e do Instituto de Amparo à Ciência e Tecnologia (Iact) estão há 2 meses sem pagamento.

Antônio Leal, presidente em exercício do Sintraima, que congrega as diversas categorias de servidores efetivos do estado, devido aos quase 60 dias sem receber salário, muitos trabalhadores já estão passando por dificuldades, inclusive, para se deslocar para o local de trabalho. O representante dos servidores diz que eles querem que o governo pague o salário até o quinto dia útil de cada mês.

“Enquanto os servidores, mesmo em dificuldades, demonstram compromisso com o público, o governo não cumpre com sua obrigação para com esses servidores, que são pais e mães de família”, disse Leal. O governo alega, mais uma vez, o bloqueio das contas do estado. “Se o governo diz estar sem dinheiro, imagine como os servidores estão com suas contas atrasadas”, disse o sindicalista.

O servidor Fernando Vale disse ao Blog do Luiz Valério que o atraso no pagamento dos funcionários do Iteraima começou logo depois da conclusão da operação de cumprimento das autorizações de ocupação. “Nós nos sentimos usados de certa forma, pois foi só concluir o trabalho que os atrasos de salário tiveram início”, disse.

Fernando afirmou que a luta dos servidores não é apenas pelo pagamento dos salários que estão atrasados, mas também contra a não inclusão de recursos no Orçamento de 2019 para pagar o salário dos servidores do Iteraima.

“Foi elaborado um PCCR na má vontade e agora estamos enfrentando dificuldades para alocação de recursos para poder custear o salário dos servidores do Iteraima no Orçamento no próximo ano”, disse ele. “Aqui no Iteraima os servidores efetivos recebem R$ 1 mil, R$ 2 mil ou R$ 3 mil de salário enquanto os comissionados recebem salários muito maiores, que vão de R$ 3 mil até mais de R$ 10 mil. Isso é muito injusto”, disse.

Daniele Equara, outra servidora do Instituto de Terras do estado, afirmou que a situação dos trabalhadores é crítica. “Nosso salário está defasado e, desde o primeiro dia de atraso, isso já fez diferença para todos nós. O governo só alegam o bloqueio das contas, mas como os trabalhadores da iniciativa privada não podem assumir os riscos do endividamento empresarial, nós, servidores públicos, não podemos assumir o risco de uma má gestão”, frisou

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