Durante as comemorações do aniversário de 128 de Boa Vista, a prefeita Teresa Surita disse temer a perda do controle administrativo da capital roraimense

Teresa diz que crise migratória pode levar à perda do controle administrativo de Boa Vista

A prefeita Teresa Surita (MDB) afirmou, durante a solenidade que marcou o aniversário dos 128 anos de Boa Vista, ontem no Teatro Municipal, que teme perder o controle administrativo da capital, caso o fluxo venezuelano permaneça o mesmo até dezembro. A gestora disse que a cidade tem muito o que comemorar, mas os problemas decorrentes da crise imigratória a preocupam muito.

A preocupação de Teresa tem como base o censo de imigrantes realizado em junho pela prefeitura. O levantamento prevê a vinda de 10 mil a 60 mil venezuelanos até o final do ano para Boa Vista. Segundo a prefeita, caso isso se concretize a capital roraimense entrará em colapso social.

Teresa disse que sua administração chegou ao limite em todos os sentidos. A capacidade de oferta de serviços como educação e saúde estão estranguladas. A prefeita disse que tem conseguido atender a demanda devido a organização da prefeitura e a Medida Provisória nº 823 do governo federal, que destinou recursos para o acolhimento de imigrantes.

Teresa destacou que o atendimento aos refugiados é da União que é quem assina os acordos internacionais, controla a fronteira e institui a obrigatoriedade da vacinação. “Nós temos dados oficiais falando que cerca de 400 pessoas entram por dia em roraima. a maioria fica em boa vista. Se somar até o final do ano, não tem mais controle da situação”, frisou.

Ontem mesmo venceu o prazo da MP 823, o que motivou mais críticas por parte da prefeita. Ela afirmou que a MP não pode deixar de ser renovada e disse que vai trabalhar para viabilizar a manutenção dos recursos.

“Vamos continuar a buscar o governo federal, os ministros, para mostrar essa realidade. Pedir ajuda à força-tarefa para levar isso à Casa Civil e acreditar que não vai acontecer essa falta de compromisso com uma cidade como a nossa, onde estamos enfrentando um problema que o país nunca enfrentou”, disse.

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