Teresa quer ser candidata ao governo, mas diz que decisão depende do partido

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A prefeita de Boa Vista, Teresa Surita (MDB), quebrou o silêncio sobre uma possível candidatura ao Governo de Roraima e manifestou seu desejo de se colocar na disputa pelo Palácio Senador Hélio Campos. Como é próprio da gestora da Capital, ela se pronunciou sobre o assunto pelas redes sociais, mais especificamente no Twitter. Ao falar publicamente sobre a questão, Teresa disse querer mudar a situação de Roraima e trabalhar pelo bem das pessoas, levando mais qualidade de vida para todos.
 
O pronunciamento da prefeita sobre seu desejo de se candidatar veio como uma espécie de resposta aos muitos questionamentos e palavras de apoio e de incentivo a uma candidatura sua, que ela diz receber todos os dias pelos mais diversos canais. Caso seu grupo político decida encampar sua candidatura, Teresa largará na disputa com uma margem invejável de aceitação, pois aparece em todas as sondagens como o nome preferido do eleitorado para o governo em qualquer cenário.
Uma candidatura de Teresa ao Governo de Roraima assusta o grupo de parlamentares alinhados com o deputado Jalser Renier (SD), que também sonha em se candidatar ao cargo máximo do estado. Teresa é imperativa e não se dobra. Quem trabalha com ela ou participa do seu grupo político sabe e diz que tudo tem que ser feito ao seu modo. Os vereadores de Boa Vista que o digam.
 
Eu já disse aqui reiteradas vezes que este grupo de parlamentares liderado por Jalser não quer nem ouvir falar nessa possibilidade. Primeiro, porque sabem que a chance de Teresa ganhar com facilidade o pleito é muito grande. Segundo, e principalmente, porque estão convictos de que, uma vez governadora, quem passará a dar as cartas será ela, Teresa, e não mais a Assembleia Legislativa, que encurralou Suely Campos feito um ratinho assustado à beira de cair na ratoeira e morrer degolado.
 
Ao falar do seu desejo de ser candidata, Teresa repetiu seu mantra político: o desejo de cuidar das pessoas. Essa lema que ela adotou para si encanta muita gente.
Agora, a decisão está nas mãos do MDB (Jucá) e do grupo político da prefeita. Diz-se nos bastidores que Jucá também tem medo de uma candidatura de Teresa ao governo, pois sabe que historicamente o eleitorado roraimense não digere bem os dois maiores nomes do seu grupo político (Jucá e Teresa) disputando cargos majoritários e que a tendência é que um dos dois seja desprezado na hora do voto.
 
E, claro, o risco maior de desprezo tende a recair sobre ele, Jucá. Daí que, caso Teresa não seja o nome escolhido pelo grupo jucariano, será por mero pragmatismo e senso de sobrevivência política do “bigode’. Ainda que a escolha posse ser o pior para Roraima.
 
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