vereadores Ramsés e Cocada

Vereadores de Mucajaí denunciam descaso na educação local. Ano letivo foi encerrado em 30 de outubro

Os vereadores Ramsés Almeida (PR) e José Cabral Sobrinho, mais conhecido como Cocada (PSL), ambos de Mucajaí, entraram em contato com o blog para denunciar o que dizem ser um verdadeiro desmando da administração local na área da educação. Os parlamentares criticaram a decisão da Secretaria Municipal de Educação de antecipar fechamento do ano letivo para o dia 30 de outubro. A alegação é de absoluta falta de recursos para manter as escolas funcionando.

De acordo com os parlamentares, a precariedade no sistema educacional local vem desde o começo da atual administração, mas o problema vinha sendo empurrado para debaixo do tapete. Agora, a bomba estourou. As crianças que moram nas vilas Tamandaré, Pirilândia, Apiaú, Penha e Samaúma estão são sem ir para a escola. As aulas só serão retomadas no dia 2 de fevereiro de 2019.

A denuncia acerca do fechamento das escolas públicas municipais na sede e nas vilas de Mucajaí pela administração da prefeita Nega do Edio já foi publicada aqui no site na semana passada. Os dois parlamentares apenas confirmaram o que já havíamos publicado com base em denuncia de populares.

Ramsés Almeida disse ao blog que as deficiências que agora prejudicam os estudantes são decorrentes de falta de planejamento e de gestão irresponsável dos recursos da educação. “Ações impensadas adotadas pela administração de Mucajaí no ano passado estão resultando agora no fechamento de escolas, deixando as nossas crianças desassistidas”, afirmou.

“Infelizmente esse problema já vem de algum tempo. Nossas crianças já vinham sofrendo com carência de merenda e de transporte escolar desde o ano passado. A questão é que a bomba estourou apenas agora”, disse Ramsés, salientando que quando o ex-prefeito Josué Matos entregou a prefeitura, deixou saldo de mais de R$ 1 milhão na conta do Fundeb. “Agora se diz que não tem mais dinheiro pra nada”, criticou.

Por sua vez o vereador Cocada destaca que Mucajaí passa por “um momento difícil”, mas ele afirma que a crise não vem de agora. “Nossa pergunta é porque a administração não agiu mais cedo para evitar essa situação? Porque não houve planejamento para evitar problema?”, questiona, destacando que a Prefeitura de Mucajaí deve mais de R$ 500 mil de transporte escolar.

“Foi a falta de planejamento que fez a conta [do transporte escolar] ser esticada e que agora o Município não tem como pagar”, disse. “Infelizmente, quem fica no prejuízo são as crianças, porque está faltando merenda e transporte escolar, o pagamento dos servidores da educação está atrasado, professores foram demitidos. A educação em nosso município está um caos”, afirmou. “Tudo isso é decorrente de falta de gestão”.

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